Prólogo:
- Eu odeio você, sempre odiei, mas a verdade é que eu estou odiando muito mais te ver nessa situação, e eu acho que trocaria de lugar com você.
- Eu não estou entendendo.
- Nem eu.
(...)
(...)
_______________________
△ cap1 △
- Terminou aqui senhorita? — Perguntei entrando na sala dela.
Comemos, e eu foquei minha visão na parede laranja da sala dela. Era mais interessante que ver o sexo entre tigres. O fato é que ate tigres tem a vida sexualmente ativa, menos eu. Claro, não por falta de quem queira transar comigo, afinal, apesar da minha baixa auto-estima, sinto que minha presença é notada.
De: Mathias Senna
Para: Charlotte Jones, Willian Glasgow, Jaxon Smith
Assunto: Primeira parte do projeto.
Olá! Preciso de parte do mapa ainda esta semana. Conto com vocês!
ATT. Mathias Senna
△ cap1 △
Cheguei na empresa sem a menor disposição. Malditas segundas-feiras. Cumprimentei ainda com sono o pessoal do primeiro andar, e fui pra minha sala. Que por sorte, se encontra na cobertura do prédio, me dando uma visão agradável da cidade.
Deixei as coisas na minha sala e fui pegar um café quente. Esperei o maldito Willian encher quatro malditos copos e por no suporte.
- Bom dia pra você também, Charlote
- Bom dia, Willian — Ri forçado e ele saiu equilibrando o suporte de copos. - Puto! -Resmunguei comigo mesma enquanto adoçava meu café.
- Bom dia Char, já no café?
- Sempre. — Rimos e eu me encostei na mesa, ao lado da cafeteria. Esperei ela encher seu copo e encostar ao meu lado.
Malu sempre foi minha melhor amiga na empresa, pessoa em quem sempre confiei, desde quando eu cheguei como estagiária, crescemos juntas aqui, chegamos juntas aos nosso atuais cargos, da direção, ela de impressão e eu jornalista chefe.
- Que cara é essa? Encontrou Will cedo, aposto.
- Que cara é essa? Encontrou Will cedo, aposto.
- Exato. — Ela riu e terminou de beber, terminei junto, jogando nossos copos na lixeira de metal.
- Ressaca de sábado? — Perguntou
- Sim, ainda. Nos vemos no almoço.
Dei um beijo rápido em sua bochecha e voltei pra minha sala.
Dei um beijo rápido em sua bochecha e voltei pra minha sala.
Liguei o computador e fiquei lendo as futuras entrevistas que teria que arrumar, agendei algumas e mandei pro setor de baixo. E como segundas por si, não são chatas o suficiente, tem reunião marcada pra esta. E logo depois do horário de almoço, na minha tarde de folga.
Passei o resto do tempo organizando documentos e fui chamar Malu para almoçar.
- Terminou aqui senhorita? — Perguntei entrando na sala dela.
- Sim, a gente pode pedir uma pizza aqui mesmo. Vai passar uma matéria incrível no Discovery Channel, podemos ver?
- Claro, sobre o que é?
- Tigres!
- Malu, vamos perder de ir ao restaurante pra você ver matéria sobre tigres? — Ela riu e fez birra, sentei no sofá me rendendo.
- Te devo uma.
Comemos, e eu foquei minha visão na parede laranja da sala dela. Era mais interessante que ver o sexo entre tigres. O fato é que ate tigres tem a vida sexualmente ativa, menos eu. Claro, não por falta de quem queira transar comigo, afinal, apesar da minha baixa auto-estima, sinto que minha presença é notada.
Me despedi de Malu e fui pra sala de reuniões.
Vi meu chefe, senhor Mathias, um tanto quanto descontraído, sua assistente, Lúcifer ou Willian, tanto faz e Jaxon, fotografo.
- Chegou quem faltava. — Dei um boa tarde quase que inaudível e sentei ao lado do Jaxon.
- Então podemos começar. — Disse o senhor Mathias. - Eu convoquei vocês porque recebi uma proposta milionária, e então precisei rever meus conceitos, e montar uma equipe. Resolvi que seriam vocês, porque são meus melhores funcionários e achei que juntos, poderíamos idealizar a proposta. A proposta veio de um grande empresário, que quer fazer um documentário, pela nossa editora e pós isso, um grande projeto virtual. Que ficaria pra mais tarde. O que seria isso e sobre o que seria? Ele me passou um projeto exemplo, que se trata de doenças. E então sairia um livro, por doença eleita pelos leitores, através do site. E então, pegaríamos tudo possível sobre as doenças e colocaríamos nessa coleção. Com todo material possível, também. Eu pensei em fazer sobre musica. Porque o publico seria muito grande, o retorno seria quase que imediato, e como a gente tem contato artístico. Então o faremos? Dependo de um sim dessa equipe cabeça, depois com vocês, escolheríamos o resto do elenco pro projeto.
- Por mim tudo bem. — Disse Jaxon, eu e Willian assentimos.
A reunião foi longa, mas acabou bem, talvez. Jaxon, eu e o Demônio, teríamos que nos reunir todos os dias, para montar os mapas do projeto, que seria longo.
- Então gente, vou indo. — Disse dando um beijo na bochecha de Jaxon e fingindo tratar Willian do mesmo modo que Jax. Peguei minha bolsa e deixei um sms pra Malu, fui direto pra casa, precisava dormir. Parecia que eu, a partir do dia seguinte, não conseguiria fazer isso muito bem.
Acordei a noite, arrumei a janta e liguei o computador. Setenta e nove mensagens no meu in box, respondi as de contato do trabalho e algumas da família. Coloquei um filme e peguei no sono.
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△ cap2 △
Acordei dolorida o bastante pra sentir minha perna formigar, precisava lembrar de trocar as almofadas do sofá, e logo. Com dificuldade, fiz minha higiene matinal, e por falta de tempo não comi nada.
Estacionei junto com Willian, que não me cumprimentou. Sempre isso, raramente nos falamos quando estamos sozinhos. Ou ele fala algo irônico pra me irritar. Meu ódio por ele começou logo quando entrei na empresa. E ao contrário do que deve estar pensando, não, não temos motivos. Ódio gratuito.
Subi sozinha no elevador com ele. Continuei mexendo no celular, mas percebi certa impaciência da parte dele. Parei e fitei suas expressões pelo espelho.
- O que é?
- Eu acho que perdi meu celular. — Estendi a mão com meu celular pra ele. - O que?
- Ligue pro seu celular, pode estar ai em você. — Ele pegou e discou o número, logo podemos ouvir o toque do celular vindo de dentro de sua mochila.
- Obrigado. — Devolveu meu celular e o elevador chegou. Descemos indo em direções opostas.
Peguei meu café matinal, e fui dar bom dia pra Malu, lembrei que ela tinha folga hoje, então passei no andar de baixo, falei com as meninas da tipografia e o pessoal da fotografia. Voltei pra minha sala e vi um e-mail não lido. Recebido ainda hoje, a pouco tempo.
De: Mathias Senna
Para: Charlotte Jones, Willian Glasgow, Jaxon Smith
Assunto: Primeira parte do projeto.
Olá! Preciso de parte do mapa ainda esta semana. Conto com vocês!
ATT. Mathias Senna
- Puta merda, ainda essa semana! — Resmunguei e acompanhei a entrada de Willian na minha sala, ele arrastou a cadeira e sentou.
- Hoje, reunião na minha casa. — Encarei seu rosto, e pela primeira vez, fiz contato visual com ele sem vontade de arrancar todos os fios de seu maldito cabelo a força. Joguei um bloquinho de papel e uma caneta no colo dele, e por sorte não caiu no chão.
- Anote seu endereço. — Ele anotou, colocou também a hora e saiu da minha sala fechando a porta atrás dele. - Idiota.
Fiz todos os trabalhos que faria em uma semana, em duas horas. Nem raciocinava mais.
Arrumei as coisas e fui pro carro. Parei na Bob's, almocei e fui pra casa. Tomei um banho nada demorado, e fiquei pensando no quanto eu gostava da minha vida, e o quanto era incomodativo pra mim vivê-la. Eu adorava viver sozinha, e não sentia falta da família. Apesar de viajar pelo menos uma vez por mês pra visita-los, talvez faltasse alguma coisa.
Ignorei meus pensamentos e me arrumei pra ir a casa de Lúcifer.
Cheguei no endereço dado por ele, peguei minha pasta e parei em frente, tocando a campainha. Esperei que sua esposa, ou noiva, talvez abrisse a porta, mas vi um Willian bem diferente do de sempre, usava apenas uma toalha amarrada na cintura. Engoli a seco o que vi. E passei a fitar o chão. Ele se afastou me dando espaço pra entrar. O apartamento mais bagunçado que já tinha visto na vida. Entrei e sentei no único canto do sofá vazio, ele juntou algumas peças de roupas espalhadas pela casa e jogou em um sexto. Ligou a tv e entrou em um corredor. Parei pra observar o lugar.
Fotos dele com uma galera, fotos dele com um cachorro, fotos de uma criança, provavelmente ele mais novo e um poster dos Sex Pistols, na parede ao lado oposto da janela. Uma janela em frente a esta parede. Na minha frente uma tv, e na frente da tv um sofá. Latas de cerveja, bitucas de cigarro e carteiras de cigarro espalhadas por toda parte.
Ele voltou de cueca e jogou as coisas que estavam ao meu lado, no chão, e sentou.
- Então, cadê o Jax?
- Pulou fora. — Ele curvou o corpo pra pegar uma carteira de cigarro e uma caixa de fósforos.
- Como assim?
- Ele tem um projeto pra fazer no Hawaii, lembra?
- Droga. Quem vai ocupar o lugar dele?
- Ninguém, até idealizar o projeto.
- COMO? Eu vou ter que trabalhar com você? SOZINHA? — Levantei, ele levantou junto se fazendo de desentendido.
- Eu acho que posso ser profissional... Aliás, o que eu te fiz pra me odiar tanto?
- Foda-se, eu não quero trabalhar com você! E por favor, vista uma camisa! — Alterei meu tom de voz e ele começou a rir.
- Você se acha superior, isso não é bom.
- Por que não seria? — Ele se aproximou, me mantive no lugar para não demostrar o quanto estava abalada.
- Porque eu — pausou - Posso te provar o contrário, posso te provar que é como qualquer outra pessoa.
- Mas eu não sou! - Peguei minha pasta do sofá e me virei pra sair, pisando forte. Ele me puxou pelo pulso fazendo nossos corpos se chocarem, derrubando minha pasta no chão. Segurou meu queixo com firmeza e roçou nossos lábios. Em um ato impensado, chutei suas bolas, peguei minha pasta e saí de sua casa. Deixando um Willian puto, no chão.
- Você se acha superior, isso não é bom.
- Por que não seria? — Ele se aproximou, me mantive no lugar para não demostrar o quanto estava abalada.
- Porque eu — pausou - Posso te provar o contrário, posso te provar que é como qualquer outra pessoa.
- Mas eu não sou! - Peguei minha pasta do sofá e me virei pra sair, pisando forte. Ele me puxou pelo pulso fazendo nossos corpos se chocarem, derrubando minha pasta no chão. Segurou meu queixo com firmeza e roçou nossos lábios. Em um ato impensado, chutei suas bolas, peguei minha pasta e saí de sua casa. Deixando um Willian puto, no chão.
Na verdade, não consegui pensar muito. Provavelmente, ficaria pior trabalhar com ele, desde agora. Mas se eu deixasse ele fazer o que queria, seria pior, com certeza.
A tarde estava indo embora, e o céu estava em um tom agradável. Acho que esse é o tom preferido das pessoas solitárias. Mandei um sms pra Malu, explicando tudo. Ela respondeu dizendo que eu deveria ter beijado, ter engravidado dele. Que ele era maravilhoso. Disse então, que ela poderia ficar com ele. Ela riu, disse que já imaginava o que aconteceria. Eu ignorei, comprei um café, um bolinho e fui pra casa. Comi assistindo uns filmes. Vi chegar um e-mail, do Senhor Mathias.
A tarde estava indo embora, e o céu estava em um tom agradável. Acho que esse é o tom preferido das pessoas solitárias. Mandei um sms pra Malu, explicando tudo. Ela respondeu dizendo que eu deveria ter beijado, ter engravidado dele. Que ele era maravilhoso. Disse então, que ela poderia ficar com ele. Ela riu, disse que já imaginava o que aconteceria. Eu ignorei, comprei um café, um bolinho e fui pra casa. Comi assistindo uns filmes. Vi chegar um e-mail, do Senhor Mathias.
De: Mathias Senna
Para: Charlotte Jones, Willian Glasgow
Assunto: comunicados
Fico sentido por saber que Jaxon saiu do projeto. Espero que vocês possam, juntos, idealiza-lo bem. E acho, que conseguirão.
Espero a base pronta até quinta-feira. Que é quando tenho reunião com o empresário!
Bom trabalho, att Mathias Senna.
- Merda!
Então resolvi, ligar para Willian. Pedi o número a Paula, lá da recepção. Ela foi simpática, embora a hora talvez não a permitisse.
Disquei, e por algum motivo desconhecido, fiquei nervosa.
- Alô?
- Oi, sou eu, Charlotte.
- Louca! O que você pensa que eu sou?
- O que você, pensa que eu sou? - Rebati
- Eu não penso nada, eu estava brincando
- E eu também — ri
- Você é louca!
- Já entendi que me acha louca. Estou ligando pra perguntar se amanhã, no restaurante da esquina tá bom pra você, a gente tem que entregar isso até quinta.
- Eu li aqui, enquanto colocava gelo no meu pinto. — Tentei não ri, mas foi só uma tentativa frustrada.
- Então, amanhã, cedo. Sete e vinte, te espero lá.
Não esperei resposta, deliguei o celular jogando o mesmo sobre a cama, e me jogando ao lado. Peguei no sono.
Acordei faltando menos que meia hora, joguei uma calça jeans preta na cama e fui ao banheiro, tomei uma ducha rápida, e voltei pra me vestir. Coloquei uma baby look do avenged sevenfold e saí de casa.
Cheguei lá ainda faltando minutos, mas ele já estava lá. Na última mesa, com o cardápio na mão. Tinha o cabelo molhado, sinal de que havia tomado banho. E usava roupa de passeio, em tons escuros. Sentei em sua frente, ele abaixou devagar o cardápio. Me olhou e continuou sério.
- Bom dia pra você também, Willian. — Ri irônica e ele continuou me olhando sério.
- Bom dia, Charlotte. — Fez sinal com mão, chamando o garçom.
Pedimos igual, café e pão de queijo. Comemos em silêncio.
- Então, Willian, vamos começar ou não?
- Vamos, Charlotte. — Então ele terminou seu café, colocando o copo na mesa. - Eu pensei que começar pelo Ozzy, fosse melhor. Sabe? Impacto!
- Sim, mas não é fácil uma entrevista com Ozzy.
- Tenho meus contatos. — Piscou.
Acordei faltando menos que meia hora, joguei uma calça jeans preta na cama e fui ao banheiro, tomei uma ducha rápida, e voltei pra me vestir. Coloquei uma baby look do avenged sevenfold e saí de casa.
Cheguei lá ainda faltando minutos, mas ele já estava lá. Na última mesa, com o cardápio na mão. Tinha o cabelo molhado, sinal de que havia tomado banho. E usava roupa de passeio, em tons escuros. Sentei em sua frente, ele abaixou devagar o cardápio. Me olhou e continuou sério.
- Bom dia pra você também, Willian. — Ri irônica e ele continuou me olhando sério.
- Bom dia, Charlotte. — Fez sinal com mão, chamando o garçom.
Pedimos igual, café e pão de queijo. Comemos em silêncio.
- Então, Willian, vamos começar ou não?
- Vamos, Charlotte. — Então ele terminou seu café, colocando o copo na mesa. - Eu pensei que começar pelo Ozzy, fosse melhor. Sabe? Impacto!
- Sim, mas não é fácil uma entrevista com Ozzy.
- Tenho meus contatos. — Piscou.
Montamos todo o projeto inicial, em rascunho e o próprio projeto. O que me fez achar que por algum acaso, funcionamos bem juntos.
- Então nos vemos sábado, com a resposta do Mathias? — Assenti.
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△ cap3 △
Liguei o celular naquela manhã de sábado, pós ressaca de vinho, vodka e bolo de chocolate, em o que eu chamo de crise Bridget Jones. Estava atrasada! Não uns minutos, mas estava atrasada duas horas. Um certo desespero passou por meu corpo. Liguei pro Willian.
- Onde você está? — Pareceu frustrado
- Me desculpe. — Ele riu - Do que está rindo?
- É a primeira vez que te vejo pedir desculpa. Você está em casa?
- Sim.
- Me passa teu endereço por sms. — Desliguei a ligação, escrevi o sms e fui pro banheiro.
Tomei um banho rápido, fiz minha higiene e fiquei esperando ele enquanto ouvia Queen.
A campainha tocou, levantei e abri a porta. Dei espaço para que ele entrasse, e assim o fez. Sentou no sofá e colocou sua maleta no chão.
- Oi, Charlotte. Parece que a noite foi boa.
- Maravilhosa. — Fui irônica e ele riu.
- Você recebeu o e-mail do Mathias?
- Não vi meus e-mails ainda.
- Claro que não. Onde estava com a cabeça pra fazer uma pergunta dessas. Se atrasou duas horas, muito bom! Mas eu, vi. Ele adorou, disse que viajamos amanhã para o quanto antes, esperar uma desistência de entrevista com o Ozzy, e a gente poder fazer a nossa. — Nunca tinha visto alguém mudar o tom de voz tantas vezes em um só momento.
- Meu Deus, você deveria ter sido ator. Enfim, amanhã?
- É, mas fale pro seu namorado, que não é pra te atrasar duas horas.
- Que namorado? — A expressão dele mudou, agora ficando mais calmo.
- Não tem namorado?
- Não.
- O cara que você dormiu?
- Não dormi com ninguém.
Ele riu leve, e abriu a porta pra sair, me olhou de cima a baixo, riu de novo, e saiu.
Eu nunca compreenderia aquele homem. E nem o meu ódio por ele.
Arrumei as malas e fui ler o e-mail do Mathias. E por pura ironia do destino, iria para Los Angeles. Senti meu estômago embrulhar.
A hospedagem seria na duas quadras da casa do meu ex, e um da casa da minha mãe. Eu e o Jimmy tivemos um relacionamento bom. E teria sido melhor, talvez. Mas a distância nos esfriou. Ele era um tanto quanto ''esquentadinho''. E isso me irritou bastante. Brigamos e parei de falar com ele. Ele tentou por semanas, mas eu não dei resposta. E amanhã, minha viagem para lá, eu o veria, com certeza. Poderia aproveitar também, pra ver minha família. Então viajar a Los Angeles não seria má ideia.
Arrumei as malas, agora já tendo calculado o quanto seria bom voltar à minha cidade natal, passei o resto do dia comendo e vendo seriado.
Atendi umas ligações, e liguei pra Malu. Contei pra onde iria, e que veria Jimmy novamente.
No fundo, não sentia tanta vontade de voltar com Jimmy. Mas queria vê-lo. Ele me fez feliz, e por falta de relacionamento era disso que sentia falta. Porque estar sozinha é maravilhoso, mas um carinho caí muito bem. E sexo também.
- Vamos no seu carro?
- É.
Ele carregou todas as malas, estava suado, ele era um cara extremamente sexy. Suado o caso agravava um pouco. Arfei.
- Então, vamos? — Perguntei
- Tudo pronto, mas acho melhor colocar seu carro na minha garagem.
- Pode ser.
Esperei uns minutos e então saímos.
A viagem não foi tão demorada, Santa Barbara é ao lado de L.A.
- Então, peguei a cobertura pra gente, tem dois quartos, e a vista é maravilhosa.
- Tudo bem. — Peguei minha mochila e vi o mesmo pegar sua maleta. O carregador tratou de levar todas as nossas coisas.
Fiquei um tempo fitando a cidade da janela. Esperando as luzes aparecerem, a claridade ir embora. Eu sentia tanta falta de morar aqui.
Liguei pro meu pai, avisei que cheguei bem e que iria vê-lo logo, o mesmo quanto a minha mãe.
Arrumei as coisas no quarto e tomei um banho longo.
Dei de cara com um Willian de cueca e minha frente. Mordi o lábio e ele riu, também me fitando.
Ignorei-o, indo a cozinha, tinha muita comida congelada, mas nada que eu realmente quisesse, lembrei do Rei do Frango Frito. O melhor frango frito do mundo, certamente.
Pedi dois baldes por educação, ainda sem perguntar se o cretino iria querer.
Fiquei sentada na poltrona da varanda, olhando para as luzes da cidade, com o cenário nublado, até o entregador chegar. Atendi, paguei e voltei pra sala.
- Pega.
- Você não é vegetariana?
- Cala a boca, o meu é orgânico.
- Então, obrigado.
Me sentei ao lado dele, comemos prestando atenção a tv. Até que senti a cabeça do cretino descansar em meu ombro. Levantei com cuidado, tentando equilibrar o balde, agora vazio. E tentando pegar o dele, deixei a cabeça dele na almofada.
Me limpei, e voltei pra sala. Vi a chuva, agora forte. E raios.
- Willian. — Chamei. - Willian, fecha as janelas, por favor. — Ele continuava dormindo. - Willian pelo amor de Deus, fecha essas porras. - Berrei agora com a palma da mão esquerda sacudindo a pele nua de suas costas. - Will? — Fiz manha por medo.
- Do que me chamou? — Abriu os olhos levantando, me dando um puta susto.
- Willian, fecha as janelas. — Voltei ao meu t
- Só se você me chamar de Will novamente. — Bufei, ele deitou fechando os olhos novamente, e um raio me assustou me fazendo tremer.
- Will — Repeti, ele abriu os olhos - Will, por favor — Ele levantou me puxando pra perto dele, senti um arrepio na espinha. Me deu um empurrãozinho, me derrubando no sofá.
Levantou, e fechou tudo, puxou as cortinas e voltou pro sofá. A pele dele estava fria, mas continuava macia. Ele deitou, me colocando em cima dele, não protestei, estava com medo. Deixei minha cabeça em seu peitoral, másculo e pouco peludo.
Acordei com o cheiro agradável de ovos remexidos, espreguicei e vi que já era manhã.
Willian voltou pra sala com dois pratos, me entregou um e deu um beijo no meu pescoço, que me fez quase derrubar o prato.
- Não! — Ele riu, ignorando enquanto ligava a tv. - Não quero esse tipo de contato com você, Willian.
- Tá, tudo bem. Desculpa. Aproposito, vou sair hoje.
- Eu também, vou passar o dia na casa da minha mãe.
- E eu vou ver uma garota por aqui.
- Certo. — Soltei nervosa, levantando e indo até a cozinha. Coloquei o prato na pia e fui pro quarto. Tomei um banho demorado, e me vesti.
Saí sem avisar. Fui de táxi.
Passei um tempo esperando a boa vontade da minha mãe levantar e vim atender a porta.
- FILHA! — Berrou pulando no meu pescoço. - Que saudade!
- Também mãe, também. — Me desfiz da mesma entrando em casa.
- Seu pai saiu, precisou resolver umas coisas.
- Tudo bem. — Fui até o meu quarto, pegar umas roupas.
- Por que passou dois meses sem vir aqui?
- Ah mãe, o Jimmy, sabe como é, a gente brigou...
- Ele te procurou muito! Quer conversar?
- Não, eu vou falar com ele hoje.
- Depois do almoço, vai almoçar com a mamãe — Apertou minha bochecha, me fazendo rir.
Acabei passando a tarde com minha mãe. E peguei um táxi direto pra casa do Jimmy. Já estava meio tarde. Toquei a campainha e esperei, ele veio e abriu um mega sorriso ao me ver.
- Pequena! — Me deu um abraço super apertado. Eu não gostava muito de abraços do tipo.
- Olá. Eu vim ver como você tá, e aí? — Ele fez sinal pra que eu entrasse, mas neguei. - Eu tô muito melhor agora, espero que já tenha me perdoado.
- Sim, fica tranquilo.
- Obrigado minha linda. Você é a melhor namorada do mundo.
- Ow, calma, é... Não somos namorados.
- Como?
- Não, me desculpa, eu só queria saber como você está, ta na hora de voltar, acabou ficando tarde.
- Ei! Não podemos nem tentar? Eu quero tentar de novo.
Ele parou em minha frente, usava um moletom preto, e uma calça jeans. Ele era um pouco mais alto que eu, moreno, e tinha o cabelo cortado perfeitamente bem.
- Podemos tomar um café amanhã. — Ele me deu um selinho demorado. - Mas veremos, isso — Apontei pra ele e pra mim. - Nós, amanhã.
Ve- Tudo bem — Pereceu conformado. -io ver seus pais?
- Vim fazer uma reportagem com o Ozzy, pra um novo projeto.
- Nossa! Animal!
- É, mas parece que vai demorar. Vou indo, até amanhã então.
- Eu te ligo? — Assenti.
Ele insistiu em me deixar em casa, neguei. E peguei um táxi. Encontrei com um Willian completamente estressado, me aproximei e o vi chutar o meio fio.
- O que é? — Perguntou ríspido.
- Ta assim por que? — Perguntei impaciente, vendo o mesmo passar as mãos no cabelo.
- Ela não deveria ter feito isso! — Berrou.
- Fala baixo, é melhor subirmos. — Sugeri
Subimos em silêncio, ele abriu a porta e foi direto pro quarto dele. Sem me dar chance de perguntar. Liguei pra pizzaria e entrei no banheiro.
Tomei um banho longo, e coloquei uma blusa branca do The Who, que ia até metade das minhas coxas. E uma calcinha boxe, preta. Coloquei um filme e fui até a porta pegar as pizzas.
- Já peguei. — Disse ele colocando as pizzas na mesa da cozinha, e virando pra me encarar, me olhou de cima a baixo e respirou fundo. - Espero que não vá querer as duas.
- Não, tudo bem. — Resolvi não perguntar nada, e coloquei algumas fatias de pizza no prato. Andei até o quarto sem me despedir e tirei a pause do filme. Comecei a comer prestando atenção no filme. A história era muito interessante, me prendeu até que sinto a presença de Willian na porta do quarto, estava sem camisa dessa vez.
- Então, posso assistir com você?
- Pode — Evitei olhar pra ele, voltando a atenção ao filme, ele deitou ao meu lado, afastado. Sentei na ponta da cama terminando a pizza, levantei pra deixar o prato na cozinha. Lavei e voltei pro quarto.
- Eu acho melhor você voltar pro teu quarto Willian.
- Por que? — Perguntou levantando, me olhou novamente, cheio de malicia no olhos, senti minhas bochechas queimar. Ele bagunçou o cabelo e deu um passo à frente. - Por que? — Repetiu.
- Porque eu preciso dormir. — Me mantive firme, ele riu fraco e saiu fechando a porta atrás dele. Deitei na cama e peguei no sono quase que imediato.
- Onde você está? — Pareceu frustrado
- Me desculpe. — Ele riu - Do que está rindo?
- É a primeira vez que te vejo pedir desculpa. Você está em casa?
- Sim.
- Me passa teu endereço por sms. — Desliguei a ligação, escrevi o sms e fui pro banheiro.
Tomei um banho rápido, fiz minha higiene e fiquei esperando ele enquanto ouvia Queen.
A campainha tocou, levantei e abri a porta. Dei espaço para que ele entrasse, e assim o fez. Sentou no sofá e colocou sua maleta no chão.
- Oi, Charlotte. Parece que a noite foi boa.
- Maravilhosa. — Fui irônica e ele riu.
- Você recebeu o e-mail do Mathias?
- Não vi meus e-mails ainda.
- Claro que não. Onde estava com a cabeça pra fazer uma pergunta dessas. Se atrasou duas horas, muito bom! Mas eu, vi. Ele adorou, disse que viajamos amanhã para o quanto antes, esperar uma desistência de entrevista com o Ozzy, e a gente poder fazer a nossa. — Nunca tinha visto alguém mudar o tom de voz tantas vezes em um só momento.
- Meu Deus, você deveria ter sido ator. Enfim, amanhã?
- É, mas fale pro seu namorado, que não é pra te atrasar duas horas.
- Que namorado? — A expressão dele mudou, agora ficando mais calmo.
- Não tem namorado?
- Não.
- O cara que você dormiu?
- Não dormi com ninguém.
Ele riu leve, e abriu a porta pra sair, me olhou de cima a baixo, riu de novo, e saiu.
Eu nunca compreenderia aquele homem. E nem o meu ódio por ele.
Arrumei as malas e fui ler o e-mail do Mathias. E por pura ironia do destino, iria para Los Angeles. Senti meu estômago embrulhar.
A hospedagem seria na duas quadras da casa do meu ex, e um da casa da minha mãe. Eu e o Jimmy tivemos um relacionamento bom. E teria sido melhor, talvez. Mas a distância nos esfriou. Ele era um tanto quanto ''esquentadinho''. E isso me irritou bastante. Brigamos e parei de falar com ele. Ele tentou por semanas, mas eu não dei resposta. E amanhã, minha viagem para lá, eu o veria, com certeza. Poderia aproveitar também, pra ver minha família. Então viajar a Los Angeles não seria má ideia.
Arrumei as malas, agora já tendo calculado o quanto seria bom voltar à minha cidade natal, passei o resto do dia comendo e vendo seriado.
Atendi umas ligações, e liguei pra Malu. Contei pra onde iria, e que veria Jimmy novamente.
No fundo, não sentia tanta vontade de voltar com Jimmy. Mas queria vê-lo. Ele me fez feliz, e por falta de relacionamento era disso que sentia falta. Porque estar sozinha é maravilhoso, mas um carinho caí muito bem. E sexo também.
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△ cap4 △
Ele estava colocando as malas no carro dele.
Acordei até que cedo. Vi uma mensagem de Willian.
''Te espero depois do almoço aqui, na minha casa.''
Bufei, depois do almoço não era uma hora boa pra viajar.
Tomei um banho demorado, arrumei as coisas e fui ao banco. Tirei uma boa quantia, o suficiente pra viagem inteira.
Deixei todas as malas no carro e fui até o restaurante da esquina. Comi uma salada leve e parti pra casa dele.
- Vamos no seu carro?
- É.
Ele carregou todas as malas, estava suado, ele era um cara extremamente sexy. Suado o caso agravava um pouco. Arfei.
- Então, vamos? — Perguntei
- Tudo pronto, mas acho melhor colocar seu carro na minha garagem.
- Pode ser.
Esperei uns minutos e então saímos.
A viagem não foi tão demorada, Santa Barbara é ao lado de L.A.
- Então, peguei a cobertura pra gente, tem dois quartos, e a vista é maravilhosa.
- Tudo bem. — Peguei minha mochila e vi o mesmo pegar sua maleta. O carregador tratou de levar todas as nossas coisas.
Fiquei um tempo fitando a cidade da janela. Esperando as luzes aparecerem, a claridade ir embora. Eu sentia tanta falta de morar aqui.
Liguei pro meu pai, avisei que cheguei bem e que iria vê-lo logo, o mesmo quanto a minha mãe.
Arrumei as coisas no quarto e tomei um banho longo.
Dei de cara com um Willian de cueca e minha frente. Mordi o lábio e ele riu, também me fitando.
Ignorei-o, indo a cozinha, tinha muita comida congelada, mas nada que eu realmente quisesse, lembrei do Rei do Frango Frito. O melhor frango frito do mundo, certamente.
Pedi dois baldes por educação, ainda sem perguntar se o cretino iria querer.
Fiquei sentada na poltrona da varanda, olhando para as luzes da cidade, com o cenário nublado, até o entregador chegar. Atendi, paguei e voltei pra sala.
- Pega.
- Você não é vegetariana?
- Cala a boca, o meu é orgânico.
- Então, obrigado.
Me sentei ao lado dele, comemos prestando atenção a tv. Até que senti a cabeça do cretino descansar em meu ombro. Levantei com cuidado, tentando equilibrar o balde, agora vazio. E tentando pegar o dele, deixei a cabeça dele na almofada.
Me limpei, e voltei pra sala. Vi a chuva, agora forte. E raios.
- Willian. — Chamei. - Willian, fecha as janelas, por favor. — Ele continuava dormindo. - Willian pelo amor de Deus, fecha essas porras. - Berrei agora com a palma da mão esquerda sacudindo a pele nua de suas costas. - Will? — Fiz manha por medo.
- Do que me chamou? — Abriu os olhos levantando, me dando um puta susto.
- Willian, fecha as janelas. — Voltei ao meu t
- Só se você me chamar de Will novamente. — Bufei, ele deitou fechando os olhos novamente, e um raio me assustou me fazendo tremer.
- Will — Repeti, ele abriu os olhos - Will, por favor — Ele levantou me puxando pra perto dele, senti um arrepio na espinha. Me deu um empurrãozinho, me derrubando no sofá.
Levantou, e fechou tudo, puxou as cortinas e voltou pro sofá. A pele dele estava fria, mas continuava macia. Ele deitou, me colocando em cima dele, não protestei, estava com medo. Deixei minha cabeça em seu peitoral, másculo e pouco peludo.
Acordei com o cheiro agradável de ovos remexidos, espreguicei e vi que já era manhã.
Willian voltou pra sala com dois pratos, me entregou um e deu um beijo no meu pescoço, que me fez quase derrubar o prato.
- Não! — Ele riu, ignorando enquanto ligava a tv. - Não quero esse tipo de contato com você, Willian.
- Tá, tudo bem. Desculpa. Aproposito, vou sair hoje.
- Eu também, vou passar o dia na casa da minha mãe.
- E eu vou ver uma garota por aqui.
- Certo. — Soltei nervosa, levantando e indo até a cozinha. Coloquei o prato na pia e fui pro quarto. Tomei um banho demorado, e me vesti.
Saí sem avisar. Fui de táxi.
Passei um tempo esperando a boa vontade da minha mãe levantar e vim atender a porta.
- FILHA! — Berrou pulando no meu pescoço. - Que saudade!
- Também mãe, também. — Me desfiz da mesma entrando em casa.
- Seu pai saiu, precisou resolver umas coisas.
- Tudo bem. — Fui até o meu quarto, pegar umas roupas.
- Por que passou dois meses sem vir aqui?
- Ah mãe, o Jimmy, sabe como é, a gente brigou...
- Ele te procurou muito! Quer conversar?
- Não, eu vou falar com ele hoje.
- Depois do almoço, vai almoçar com a mamãe — Apertou minha bochecha, me fazendo rir.
Acabei passando a tarde com minha mãe. E peguei um táxi direto pra casa do Jimmy. Já estava meio tarde. Toquei a campainha e esperei, ele veio e abriu um mega sorriso ao me ver.
- Pequena! — Me deu um abraço super apertado. Eu não gostava muito de abraços do tipo.
- Olá. Eu vim ver como você tá, e aí? — Ele fez sinal pra que eu entrasse, mas neguei. - Eu tô muito melhor agora, espero que já tenha me perdoado.
- Sim, fica tranquilo.
- Obrigado minha linda. Você é a melhor namorada do mundo.
- Ow, calma, é... Não somos namorados.
- Como?
- Não, me desculpa, eu só queria saber como você está, ta na hora de voltar, acabou ficando tarde.
- Ei! Não podemos nem tentar? Eu quero tentar de novo.
Ele parou em minha frente, usava um moletom preto, e uma calça jeans. Ele era um pouco mais alto que eu, moreno, e tinha o cabelo cortado perfeitamente bem.
- Podemos tomar um café amanhã. — Ele me deu um selinho demorado. - Mas veremos, isso — Apontei pra ele e pra mim. - Nós, amanhã.
Ve- Tudo bem — Pereceu conformado. -io ver seus pais?
- Vim fazer uma reportagem com o Ozzy, pra um novo projeto.
- Nossa! Animal!
- É, mas parece que vai demorar. Vou indo, até amanhã então.
- Eu te ligo? — Assenti.
Ele insistiu em me deixar em casa, neguei. E peguei um táxi. Encontrei com um Willian completamente estressado, me aproximei e o vi chutar o meio fio.
- O que é? — Perguntou ríspido.
- Ta assim por que? — Perguntei impaciente, vendo o mesmo passar as mãos no cabelo.
- Ela não deveria ter feito isso! — Berrou.
- Fala baixo, é melhor subirmos. — Sugeri
Subimos em silêncio, ele abriu a porta e foi direto pro quarto dele. Sem me dar chance de perguntar. Liguei pra pizzaria e entrei no banheiro.
Tomei um banho longo, e coloquei uma blusa branca do The Who, que ia até metade das minhas coxas. E uma calcinha boxe, preta. Coloquei um filme e fui até a porta pegar as pizzas.
- Já peguei. — Disse ele colocando as pizzas na mesa da cozinha, e virando pra me encarar, me olhou de cima a baixo e respirou fundo. - Espero que não vá querer as duas.
- Não, tudo bem. — Resolvi não perguntar nada, e coloquei algumas fatias de pizza no prato. Andei até o quarto sem me despedir e tirei a pause do filme. Comecei a comer prestando atenção no filme. A história era muito interessante, me prendeu até que sinto a presença de Willian na porta do quarto, estava sem camisa dessa vez.
- Então, posso assistir com você?
- Pode — Evitei olhar pra ele, voltando a atenção ao filme, ele deitou ao meu lado, afastado. Sentei na ponta da cama terminando a pizza, levantei pra deixar o prato na cozinha. Lavei e voltei pro quarto.
- Eu acho melhor você voltar pro teu quarto Willian.
- Por que? — Perguntou levantando, me olhou novamente, cheio de malicia no olhos, senti minhas bochechas queimar. Ele bagunçou o cabelo e deu um passo à frente. - Por que? — Repetiu.
- Porque eu preciso dormir. — Me mantive firme, ele riu fraco e saiu fechando a porta atrás dele. Deitei na cama e peguei no sono quase que imediato.

