quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Is This It?

Prólogo:
- Eu odeio você, sempre odiei, mas a verdade é que eu estou odiando muito mais te ver nessa situação, e eu acho que trocaria de lugar com você. 
- Eu não estou entendendo.
- Nem eu. 
(...)
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cap1 


 Cheguei na empresa sem a menor disposição. Malditas segundas-feiras. Cumprimentei ainda com sono o pessoal do primeiro andar, e fui pra minha sala. Que por sorte, se encontra na cobertura do prédio, me dando uma visão agradável da cidade. 
 Deixei as coisas na minha sala e fui pegar um café quente. Esperei o maldito Willian encher quatro malditos copos e por no suporte.

- Bom dia pra você também, Charlote  
- Bom dia, Willian — Ri forçado e ele saiu equilibrando o suporte de copos. - Puto! -Resmunguei comigo mesma enquanto adoçava meu café
- Bom dia Char, já no café
- Sempre.  Rimos e eu me encostei na mesa, ao lado da cafeteria. Esperei ela encher seu copo e encostar ao meu lado. 

  Malu sempre foi minha melhor amiga na empresa, pessoa em quem sempre confiei, desde quando eu cheguei como estagiária, crescemos juntas aqui, chegamos juntas aos nosso atuais cargos, da direção, ela de impressão e eu jornalista chefe. 

- Que cara é essa? Encontrou Will cedo, aposto.
- Exato.  Ela riu e terminou de beber, terminei junto, jogando nossos copos na lixeira de metal. 
- Ressaca de sábado?  Perguntou
- Sim, ainda. Nos vemos no almoço.

  Dei um beijo rápido em sua bochecha e voltei pra minha sala.
  Liguei o computador e fiquei lendo as futuras entrevistas que teria que arrumar, agendei algumas e mandei pro setor de baixo. E como segundas por si, não são chatas o suficiente, tem reunião marcada pra esta. E logo depois do horário de almoço, na minha tarde de folga. 
  Passei o resto do tempo organizando documentos e fui chamar Malu para almoçar.

- Terminou aqui senhorita? — Perguntei entrando na sala dela.
- Sim, a gente pode pedir uma pizza aqui mesmo. Vai passar uma matéria incrível no  Discovery Channel, podemos ver?
- Claro, sobre o que é?
- Tigres! 
- Malu, vamos perder de ir ao restaurante pra você ver matéria sobre tigres? — Ela riu e fez birra, sentei no sofá me rendendo. 
- Te devo uma. 

 Comemos, e eu foquei minha visão na parede laranja da sala dela. Era mais interessante que ver o sexo entre tigres. O fato é que ate tigres tem a vida sexualmente ativa, menos eu. Claro, não por falta de quem queira transar comigo, afinal, apesar da minha baixa auto-estima, sinto que minha presença é notada. 
  Me despedi de Malu e fui pra sala de reuniões.
  Vi meu chefe, senhor Mathias, um tanto quanto descontraído, sua assistente, Lúcifer ou Willian, tanto faz e Jaxon, fotografo.
- Chegou quem faltava. — Dei um boa tarde quase que inaudível e sentei ao lado do Jaxon.
- Então podemos começar. — Disse o senhor Mathias. - Eu convoquei vocês porque recebi uma proposta milionária, e então precisei rever meus conceitos, e montar uma equipe.   Resolvi que seriam vocês, porque são meus melhores funcionários e achei que juntos, poderíamos idealizar a proposta. A proposta veio de um grande empresário, que quer fazer um documentário, pela nossa editora e pós isso, um grande projeto virtual. Que ficaria pra mais tarde. O que seria isso e sobre o que seria? Ele me passou um projeto exemplo, que se trata de doenças. E então sairia um livro, por doença eleita pelos leitores, através do site. E então, pegaríamos tudo possível sobre as doenças e colocaríamos nessa coleção. Com todo material possível, também. Eu pensei em fazer sobre musica. Porque o publico seria muito grande, o retorno seria quase que imediato, e como a gente tem contato artístico. Então o faremos? Dependo de um sim dessa equipe cabeça, depois com vocês, escolheríamos o resto do elenco pro projeto.
- Por mim tudo bem. — Disse Jaxon, eu e Willian assentimos. 
  A reunião foi longa, mas acabou bem, talvez. Jaxon, eu e o Demônio, teríamos que nos reunir todos os dias, para montar os mapas do projeto, que seria longo. 
- Então gente, vou indo. — Disse dando um beijo na bochecha de Jaxon e fingindo tratar Willian do mesmo modo que Jax. Peguei minha bolsa e deixei um sms pra Malu, fui direto pra casa, precisava dormir. Parecia que eu, a partir do dia seguinte, não conseguiria fazer isso muito bem.
 Acordei a noite, arrumei a janta e liguei o computador. Setenta e nove mensagens no meu in box, respondi as de contato do trabalho e algumas da família. Coloquei um filme e peguei no sono.


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 cap2 
   Acordei dolorida o bastante pra sentir minha perna formigar, precisava lembrar de trocar as almofadas do sofá, e logo. Com dificuldade, fiz minha higiene matinal, e por falta de tempo não comi nada. 
  Estacionei junto com Willian, que não me cumprimentou. Sempre isso, raramente nos falamos quando estamos sozinhos. Ou ele fala algo irônico pra me irritar. Meu ódio por ele começou logo quando entrei na empresa. E ao contrário do que deve estar pensando, não, não temos motivos. Ódio gratuito. 
  Subi sozinha no elevador com ele. Continuei mexendo no celular, mas percebi certa impaciência da parte dele. Parei e fitei suas expressões pelo espelho.
- O que é?
- Eu acho que perdi meu celular. — Estendi a mão com meu celular pra ele. - O que?
- Ligue pro seu celular, pode estar ai em você. — Ele pegou e discou o número, logo podemos ouvir o toque do celular vindo de dentro de sua mochila.
- Obrigado. — Devolveu meu celular e o elevador chegou. Descemos indo em direções opostas.
  Peguei meu café matinal, e fui dar bom dia pra Malu, lembrei que ela tinha folga hoje, então passei no andar de baixo, falei com as meninas da tipografia e o pessoal da fotografia. Voltei pra minha sala e vi um e-mail não lido. Recebido ainda hoje, a pouco tempo.

 De: Mathias  Senna
 Para: Charlotte Jones, Willian Glasgow, Jaxon Smith 
 Assunto: Primeira parte do projeto.

  Olá! Preciso de parte do mapa ainda esta semana. Conto com vocês! 
 ATT. Mathias Senna




- Puta merda, ainda essa semana! — Resmunguei e acompanhei a entrada de Willian na minha sala, ele arrastou a cadeira e sentou.

- Hoje, reunião na minha casa. — Encarei seu rosto, e pela primeira vez, fiz contato visual com ele sem vontade de arrancar todos os fios de seu maldito cabelo a força. Joguei um bloquinho de papel e uma caneta no colo dele, e por sorte não caiu no chão.
- Anote seu endereço. — Ele anotou, colocou também a hora e saiu da minha sala fechando a porta atrás dele. - Idiota. 


   Fiz todos os trabalhos que faria em uma semana, em duas horas. Nem raciocinava mais. 

   Arrumei as coisas e fui pro carro. Parei na Bob's, almocei e fui pra casa. Tomei um banho nada demorado, e fiquei pensando no quanto eu gostava da minha vida, e o quanto era incomodativo pra mim vivê-la. Eu adorava viver sozinha, e não sentia falta da família. Apesar de viajar pelo menos uma vez por mês pra visita-los, talvez faltasse alguma coisa. 
Ignorei meus pensamentos e me arrumei pra ir a casa de Lúcifer. 

   Cheguei no endereço dado por ele, peguei minha pasta e parei em frente, tocando a campainha. Esperei que sua esposa, ou noiva, talvez abrisse a porta, mas vi um Willian bem diferente do de sempre, usava apenas uma toalha amarrada na cintura. Engoli a seco o que vi. E passei a fitar o chão. Ele se afastou me dando espaço pra entrar. O apartamento mais bagunçado que já tinha visto na vida. Entrei e sentei no único canto do sofá vazio, ele juntou algumas peças de roupas espalhadas pela casa e jogou em um sexto. Ligou a tv e entrou em um corredor. Parei pra observar o lugar. 
 Fotos dele com uma galera, fotos dele com um cachorro, fotos de uma criança, provavelmente ele mais novo e um poster dos Sex Pistols, na parede ao lado oposto da janela. Uma janela em frente a esta parede. Na minha frente uma tv, e na frente da tv um sofá. Latas de cerveja, bitucas de cigarro e carteiras de cigarro espalhadas por toda parte.
  Ele voltou de cueca e jogou as coisas que estavam ao meu lado, no chão, e sentou.
- Então, cadê o Jax?
- Pulou fora. — Ele curvou o corpo pra pegar uma carteira de cigarro e uma caixa de fósforos. 
- Como assim? 
- Ele tem um projeto pra fazer no Hawaii, lembra?
- Droga. Quem vai ocupar o lugar dele? 
- Ninguém, até idealizar o projeto. 
- COMO? Eu vou ter que trabalhar com você? SOZINHA? — Levantei, ele levantou junto se fazendo de desentendido.
- Eu acho que posso ser profissional... Aliás, o que eu te fiz pra me odiar tanto?
- Foda-se, eu não quero trabalhar com você! E por favor, vista uma camisa! — Alterei meu tom de voz e ele começou a rir. 
- Você se acha superior, isso não é bom.
- Por que não seria?  Ele se aproximou, me mantive no lugar para não demostrar o quanto estava abalada.
- Porque eu — pausou - Posso te provar o contrário, posso te provar que é como qualquer outra pessoa.
- Mas eu não sou! - Peguei minha pasta do sofá e me virei pra sair, pisando forte. Ele me puxou pelo pulso fazendo nossos corpos se chocarem, derrubando minha pasta no chão. Segurou meu queixo com firmeza e roçou nossos lábios. Em um ato impensado, chutei suas bolas, peguei minha pasta e saí de sua casa. Deixando um Willian puto, no chão.

   Na verdade, não consegui pensar muito. Provavelmente, ficaria pior trabalhar com ele, desde agora. Mas se eu deixasse ele fazer o que queria, seria pior, com certeza.
 A tarde estava indo embora, e o céu estava em um tom agradável. Acho que esse é o tom preferido das pessoas solitárias. Mandei um sms pra Malu, explicando tudo. Ela respondeu dizendo que eu deveria ter beijado, ter engravidado dele. Que ele era maravilhoso. Disse então, que ela poderia ficar com ele. Ela riu, disse que já imaginava o que aconteceria. Eu ignorei, comprei um café, um bolinho e fui pra casa. Comi assistindo uns filmes. Vi chegar um e-mail, do Senhor Mathias. 

 De: Mathias  Senna
 Para: Charlotte Jones, Willian Glasgow
 Assunto: comunicados 

 Fico sentido por saber que Jaxon saiu do projeto. Espero que vocês possam, juntos, idealiza-lo bem. E acho, que conseguirão. 
Espero a base pronta até quinta-feira. Que é quando tenho reunião com o empresário! 
 Bom trabalho, att Mathias Senna.

- Merda! 
  Então resolvi, ligar para Willian. Pedi o número a Paula, lá da recepção. Ela foi simpática, embora a hora talvez não a permitisse. 
   Disquei, e por algum motivo desconhecido, fiquei nervosa.
- Alô?
- Oi, sou eu, Charlotte. 
- Louca! O que você pensa que eu sou?
- O que você, pensa que eu sou? - Rebati
- Eu não penso nada, eu estava brincando 
- E eu também  ri 
- Você é louca!
- Já entendi que me acha louca. Estou ligando pra perguntar se amanhã, no restaurante da esquina tá bom pra você, a gente tem que entregar isso até quinta.
- Eu li aqui, enquanto colocava gelo no meu pinto.  Tentei não ri, mas foi só uma tentativa frustrada. 
-  Então, amanhã, cedo. Sete e vinte, te espero lá. 
  Não esperei resposta, deliguei o celular jogando o mesmo sobre a cama, e me jogando ao lado. Peguei no sono. 
  Acordei faltando menos que meia hora, joguei uma calça jeans preta na cama e fui ao banheiro, tomei uma ducha rápida, e voltei pra me vestir. Coloquei uma baby look do avenged sevenfold e saí de casa.

  Cheguei lá ainda faltando minutos, mas ele já estava lá. Na última mesa, com o cardápio na mão. Tinha o cabelo molhado, sinal de que havia tomado banho. E usava roupa de passeio, em tons escuros. Sentei em sua frente, ele abaixou devagar o cardápio. Me olhou e continuou sério.
- Bom dia pra você também, Willian.  Ri irônica e ele continuou me olhando sério.
- Bom dia, Charlotte.  Fez sinal com mão, chamando o garçom.
   Pedimos igual, café e pão de queijo. Comemos em silêncio.
- Então, Willian, vamos começar ou não?
- Vamos, Charlotte.  Então ele terminou seu café, colocando o copo na mesa. - Eu pensei que começar pelo Ozzy, fosse melhor. Sabe? Impacto!
- Sim, mas não é fácil uma entrevista com Ozzy.
- Tenho meus contatos. — Piscou. 
   Montamos todo o projeto inicial, em rascunho e o próprio projeto. O que me fez achar que por algum acaso, funcionamos bem juntos.
- Então nos vemos sábado, com a resposta do Mathias? — Assenti.
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 cap3 


   Liguei o celular naquela manhã de sábado, pós ressaca de vinho, vodka e bolo de chocolate, em o que eu chamo de crise Bridget Jones. Estava atrasada! Não uns minutos, mas estava atrasada duas horas. Um certo desespero passou por meu corpo. Liguei pro Willian.
- Onde você está?  Pareceu frustrado
- Me desculpe. — Ele riu - Do que está rindo?
- É a primeira vez que te vejo pedir desculpa. Você está em casa?
- Sim.
- Me passa teu endereço por sms. — Desliguei a ligação, escrevi o sms e fui pro banheiro.  
 Tomei um banho rápido, fiz minha higiene e fiquei esperando ele enquanto ouvia Queen.
 A campainha tocou, levantei e abri a porta. Dei espaço para que ele entrasse, e assim o fez. Sentou no sofá e colocou sua maleta no chão.
- Oi, Charlotte. Parece que a noite foi boa.
- Maravilhosa. — Fui irônica e ele riu.
- Você recebeu o e-mail do Mathias? 
- Não vi meus e-mails ainda.
- Claro que não. Onde estava com a cabeça pra fazer uma pergunta dessas. Se atrasou duas horas, muito bom! Mas eu, vi. Ele adorou, disse que viajamos amanhã para o quanto antes, esperar uma desistência de entrevista com o Ozzy, e a gente poder fazer a nossa— Nunca tinha visto alguém mudar o tom de voz tantas vezes em um só momento.
- Meu Deus, você deveria ter sido ator. Enfim, amanhã?
- É, mas fale pro seu namorado, que não é pra te atrasar duas horas.
- Que namorado? — A expressão dele mudou, agora ficando mais calmo.
- Não tem namorado?
- Não. 
- O cara que você dormiu?
- Não dormi com ninguém.
  Ele riu leve, e abriu a porta pra sair, me olhou de cima a baixo, riu de novo, e saiu.
  Eu nunca compreenderia aquele homem. E nem o meu ódio por ele. 
  Arrumei as malas e fui ler o e-mail do Mathias. E por pura ironia do destino, iria para Los Angeles. Senti meu estômago embrulhar. 
 A hospedagem seria na duas quadras da casa do meu ex, e um da casa da minha mãe. Eu e o Jimmy tivemos um relacionamento bom. E teria sido melhor, talvez. Mas a distância nos esfriou. Ele era um tanto quanto ''esquentadinho''. E isso me irritou bastante. Brigamos e parei de falar com ele. Ele tentou por semanas, mas eu não dei resposta. E amanhã, minha viagem para lá, eu o veria, com certeza. Poderia aproveitar também, pra ver minha família. Então viajar a Los Angeles não seria má ideia. 
 Arrumei as malas, agora já tendo calculado o quanto seria bom voltar à minha cidade natal, passei o resto do dia comendo e vendo seriado. 
 Atendi umas ligações, e liguei pra Malu. Contei pra onde iria, e que veria Jimmy novamente. 
 No fundo, não sentia tanta vontade de voltar com Jimmy. Mas queria vê-lo. Ele me fez feliz, e por falta de relacionamento era disso que sentia falta. Porque estar sozinha é maravilhoso, mas um carinho caí muito bem. E sexo também.
 
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 cap4 


  Acordei até que cedo. Vi uma mensagem de Willian. 
''Te espero depois do almoço aqui, na minha casa.''
  Bufei, depois do almoço não era uma hora boa pra viajar.

 Tomei um banho demorado, arrumei as coisas e fui ao banco. Tirei uma boa quantia, o suficiente pra viagem inteira. 
 Deixei todas as malas no carro e fui até o restaurante da esquina. Comi uma salada leve e parti pra casa dele.

 Ele estava colocando as malas no carro dele.
- Vamos no seu carro?
- É.
  Ele carregou todas as malas, estava suado, ele era um cara extremamente sexy. Suado o caso agravava um pouco. Arfei.
- Então, vamos? — Perguntei
- Tudo pronto, mas acho melhor colocar seu carro na minha garagem. 
- Pode ser. 
  Esperei uns minutos e então saímos.
  A viagem não foi tão demorada, Santa Barbara é ao lado de L.A.
- Então, peguei a cobertura pra gente, tem dois quartos, e a vista é maravilhosa. 
- Tudo bem. — Peguei minha mochila e vi o mesmo pegar sua maleta. O carregador tratou de levar todas as nossas coisas. 

 Fiquei um tempo fitando a cidade da janela. Esperando as luzes aparecerem, a claridade ir embora. Eu sentia tanta falta de morar aqui. 
 Liguei pro meu pai, avisei que cheguei bem e que iria vê-lo logo, o mesmo quanto a minha mãe. 
 Arrumei as coisas no quarto e tomei um banho longo. 
 Dei de cara com um Willian de cueca e minha frente. Mordi o lábio e ele riu, também me fitando. 
 Ignorei-o, indo a cozinha, tinha muita comida congelada, mas nada que eu realmente quisesse, lembrei do Rei do Frango Frito. O melhor frango frito do mundo, certamente. 
Pedi dois baldes por educação, ainda sem perguntar se o cretino iria querer.
 Fiquei sentada na poltrona da varanda, olhando para as luzes da cidade, com o cenário nublado, até o entregador chegar. Atendi, paguei e voltei pra sala. 
- Pega.
- Você não é vegetariana?
- Cala a boca, o meu é orgânico.
- Então, obrigado. 
  Me sentei ao lado dele, comemos prestando atenção a tv. Até que senti a cabeça do cretino descansar em meu ombro. Levantei com cuidado, tentando equilibrar o balde, agora vazio. E tentando pegar o dele, deixei a cabeça dele na almofada. 
  Me limpei, e voltei pra sala. Vi a chuva, agora forte. E raios.
- Willian. — Chamei. - Willian, fecha as janelas, por favor. — Ele continuava dormindo. - Willian pelo amor de Deus, fecha essas porras. - Berrei agora com a palma da mão esquerda sacudindo a pele nua de suas costas. - Will? — Fiz manha por medo. 
- Do que me chamou? — Abriu os olhos levantando, me dando um puta susto.
- Willian, fecha as janelas.  Voltei ao meu t
- Só se você me chamar de Will novamente. — Bufei, ele deitou fechando os olhos novamente, e um raio me assustou me fazendo tremer. 
- Will — Repeti, ele abriu os olhos - Will, por favor — Ele levantou me puxando pra perto dele, senti um arrepio na espinha. Me deu um empurrãozinho, me derrubando no sofá. 
Levantou, e fechou tudo, puxou as cortinas e voltou pro sofá. A pele dele estava fria, mas continuava macia. Ele deitou, me colocando em cima dele, não protestei, estava com medo. Deixei minha cabeça em seu peitoral, másculo e pouco peludo. 

  Acordei com o cheiro agradável de ovos remexidos, espreguicei e vi que já era manhã.  
Willian voltou pra sala com dois pratos, me entregou um e deu um beijo no meu pescoço, que me fez quase derrubar o prato. 
- Não! — Ele riu, ignorando enquanto ligava a tv. - Não quero esse tipo de contato com você, Willian.
- Tá, tudo bem. Desculpa. Aproposito, vou sair hoje.  
- Eu também, vou passar o dia na casa da minha mãe.
- E eu vou ver uma garota por aqui.
- Certo. — Soltei nervosa, levantando e indo até a cozinha. Coloquei o prato na pia e fui pro quarto. Tomei um banho demorado, e me vesti. 
   Saí sem avisar. Fui de táxi. 
   Passei um tempo esperando a boa vontade da minha mãe levantar e vim atender a porta.
- FILHA! — Berrou pulando no meu pescoço. - Que saudade! 
- Também mãe, também. — Me desfiz da mesma entrando em casa.
- Seu pai saiu, precisou resolver umas coisas.
- Tudo bem. — Fui até o meu quarto, pegar umas roupas.
- Por que passou dois meses sem vir aqui?
- Ah mãe, o Jimmy, sabe como é, a gente brigou...
- Ele te procurou muito! Quer conversar?
- Não, eu vou falar com ele hoje.
- Depois do almoço, vai almoçar com a mamãe — Apertou minha bochecha, me fazendo rir.

 Acabei passando a tarde com minha mãe. E peguei um táxi direto pra casa do Jimmy. Já estava meio tarde. Toquei a campainha e esperei, ele veio e abriu um mega sorriso ao me ver.
- Pequena! — Me deu um abraço super apertado. Eu não gostava muito de abraços do tipo.
- Olá. Eu vim ver como você tá, e aí? — Ele fez sinal pra que eu entrasse, mas neguei. - Eu tô muito melhor agora, espero que já tenha me perdoado. 
- Sim, fica tranquilo. 
- Obrigado minha linda. Você é a melhor namorada do mundo.
- Ow, calma, é... Não somos namorados. 
- Como? 
- Não, me desculpa, eu só queria saber como você está, ta na hora de voltar, acabou ficando tarde.
- Ei! Não podemos nem tentar? Eu quero tentar de novo. 
 Ele parou em minha frente, usava um moletom preto, e uma calça jeans. Ele era um pouco mais alto que eu, moreno, e tinha o cabelo cortado perfeitamente bem. 
- Podemos tomar um café amanhã. — Ele me deu um selinho demorado. - Mas veremos, isso — Apontei pra ele e pra mim. - Nós, amanhã.
 Ve- Tudo bem — Pereceu conformado. -io ver seus pais? 
- Vim fazer uma reportagem com o Ozzy, pra um novo projeto.
- Nossa! Animal!
- É, mas parece que vai demorar. Vou indo, até amanhã então.
- Eu te ligo? — Assenti. 
  
   Ele insistiu em me deixar em casa, neguei. E peguei um táxi. Encontrei com um Willian completamente estressado, me aproximei e o vi chutar o meio fio.
- O que é? — Perguntou ríspido. 
- Ta assim por que? — Perguntei impaciente, vendo o mesmo passar as mãos no cabelo.
- Ela não deveria ter feito isso! — Berrou.
- Fala baixo, é melhor subirmos. — Sugeri
  Subimos em silêncio, ele abriu a porta e foi direto pro quarto dele. Sem me dar chance de perguntar. Liguei pra pizzaria e entrei no banheiro.
 Tomei um banho longo, e coloquei uma blusa branca do The Who, que ia até metade das minhas coxas. E uma calcinha boxe, preta. Coloquei um filme e fui até a porta pegar as pizzas. 
- Já peguei. — Disse ele colocando as pizzas na mesa da cozinha, e virando pra me encarar, me olhou de cima a baixo e respirou fundo. - Espero que não vá querer as duas. 
- Não, tudo bem. — Resolvi não perguntar nada, e coloquei algumas fatias de pizza no prato. Andei até o quarto sem me despedir e tirei a pause do filme. Comecei a comer prestando atenção no filme. A história era muito interessante, me prendeu até que sinto a presença de Willian na porta do quarto, estava sem camisa dessa vez.
- Então, posso assistir com você?
- Pode  Evitei olhar pra ele, voltando a atenção ao filme, ele deitou ao meu lado, afastado. Sentei na ponta da cama terminando a pizza, levantei pra deixar o prato na cozinha. Lavei e voltei pro quarto. 
- Eu acho melhor você voltar pro teu quarto Willian. 
- Por que?  Perguntou levantando, me olhou novamente, cheio de malicia no olhos, senti minhas bochechas queimar. Ele bagunçou o cabelo e deu um passo à frente. - Por que?   Repetiu.
- Porque eu preciso dormir. — Me mantive firme, ele riu fraco e saiu fechando a porta atrás dele. Deitei na cama e peguei no sono quase que imediato.



 

The Modern Age

- Lolla: 
 Hoje estou meio triste, acho que foi a briga com o John. Estou meio enjoada porque exagerei nas bebidas, o que eu faço  para explicar aquele deslize com ele? Será que eu devo Ligar ou esperarPreciso mesmo?
 Minha cabeça me dizia isso sem a menor consideração amorosa por John.
 Aproposito, sou Lolla, Lolla Winscolsen. Tenho 22 anos e briguei com meu namorado porque bebi demais e falei muita merda pra ele. Precisei que alguém me guiasse até minha casa.

 Tudo começou numa Manhã de Sexta, fomos convidados por amigos meus para uma festinha de aniversario da Suzi uma amiga minha, não queria ir mas o John me obrigou, não sei por que. Acho que por uma obrigação de "boa vizinhança". Então decidimos ir, afinal não tínhamos nada melhor para fazer. O sexo estava meio que afastado de nós e eu não sabia como recupera-lo, também não sabia por que acabou. Então fomos à festa, bebemos e eu como sempre exagerada que sou, bebi muito e brigamos, e agora estou aqui pensando no que fazer, se ligo ou não para ele.
O Pior que eu tenho uma entrevista de emprego e preciso mesmo me manter firme e relaxada. A Sra. Ristern era muito exigente e não queria mulheres sem postura. 

 Tomei uns comprimidos e fui dormir, acordei as 5:20 da manhã. Meio tonta mas com o compromisso na cabeça.
 Me arrumei, desci e comi uma maçã que estava na geladeira a dias, Agatha, a moça que trabalha lá em casa sempre me mandava comer mais e por isso enchia a mesa do café e como sempre nunca comi direito.
Peguei o carro e finalmente fui,
 - Inferno de transito! 
 Vi no celular uma mensagem do John onde podia-se ler: "Precisamos conversar seriamente''.
 Não queria encara-lo , estava com muito medo. John era tudo para mim, estava pensando em casar em Dezembro, mas o relacionamento vivia em decadência. 
 Cheguei lá cedo, fui a terceira na fila e me senti aliviada, consegui. Então eu esperava com muita pressa, algumas meninas estava bem mais nervosas que eu e isso me deixava enlouquecida.  
 Passou-se um tempo e chegou a minha vez, minhas pernas estavam tremulas e eu suava frio.

- Eu consigo, eu consigo. - Precisava de um incentivo próprio.

 Entrei e entreguei minha pasta a uma secretaria loira e bem sensual. Me senti um pouco envergonhada pelo meu corpo mas relevei o fato.
 Chegou a hora. A secretaria desconhecida abriu a porta pra mim e eu não conseguia parar de olhar pra ela e sentir seu cheiro, que era meio doce e cítrico. Entrei em uma sala toda branca e cinza, muito chique.
 E em uma cadeira presidencial de couro, surge uma mulher, morena e bem bonita. Senti uma coisa meio estranha em mim, mas relevei o fato, queria muito aquele emprego e nada vai me fazer desfocar. Ela me mandou sentar e explicar a ela por que eu queria o emprego. E então conversamos muito e ela disse que me ligaria.

 Esperei ansiosa por tudo que estava por vim, e recebi uma ligação inesperada. Era a secretaria me dizendo que o emprego era meu 
- Nossa, que alegria preciso contar pro John!
 Naquele momento me dei conta de que não poderia viver sem o John, então , quebrei o meu orgulho e liguei pra ele.
- Caralho, está na caixa postal!
 Deixei uma mensagem e esperei, foi sem sucesso. Então decidi ir até ele.
Minha cabeça me dizia não vai, mas meu coração me dizia vá. Decidi ir, - merda - o que eu to fazendo?
Era tarde demais.
Cheguei no condomínio do John, era 15h da tarde - é agora ou nunca.
Subi até o apartamento do John e ainda no elevador ouvi uma musica meio sensual e provocante, não sabia identificar o cantor mas minha curiosidade fez com que surgisse 300 cantores e situações que me fizesse desistir de tudo e descer. Toquei a campainha e a musica mudou achei estranho, mas...
- Lolla? O que você faz aqui?
- Jonh, por favor deixe-me entrar.
O John estava com uma garrafa de whiski acho que era Old Smuggle, achei estranho ver o John naquela situação. Entrei e me deparei com um filme pornô. A musica não deixava os gemidos se espalhar pelo ar, olhei nos Olhos dele e disse:
- Amor, é você?
  John estava me olhando de um jeito diferente, um jeito provocante e quente. Estava nervosa e excitada, não consigo explicar. Então John me pegou pelos braços, - meu Deus - uma parte de mim queria ir e a outra parte (uma grande parte) queria ficar e desfrutar daquele mocinho que virou um homem sexy e selvagem. 
 John me pegou pelo braço e me pedia para que eu me apoiasse na sua mesa de centro. Fiquei sem entender. Ele apontou para a televisão que passava um filme pornô selvagem, e falou:
- Vamos fazer isso queridinha.
 Foram as únicas palavras de John comigo, não tive oportunidade de responder.
John Levantou minha saia, eu usava uma Drapeada Branca e muito curta.
- O que você está fazendo John?
John não me respondeu e eu ficava cada vez mais nervosa. Ele tirou a minha calcinha, e fez um oral delicioso.
- Ôh Jonh , - eu clamava a ele
John me virou e me deitou no seu tapete , abriu minhas pernas e enfiou os 3 dedos em mim.
- Aaaaah John - ele me excitava tanto.
Eu estava chegando ao orgasmo, quando de repente
- John, por que parou? - ele continuava me ignorando
E o seu sorriso sarcástico me deixava louca.
John foi até o Banheiro e trouxe um óleo corporal muito cheiroso.
- Tome, use - ele me despiu, tirou a minha blusa e com beijos macios viajou pelo meu corpo, tirou me sutiã e suas mãos masculinas nos meus seios me deixava loucamente apaixonada por ele. Com sua língua, ele rodeava minhas aureolas e me mordia delicadamente.
- Que delicia John! - não consegui me controlar
De repente se afastou se sentou no sofá e tirou sua cueca box preta.
- Merda, - Toda vez que eu estava perto de um tesão tão esperado o John se afastava de mim.
 John tirou sua cueca e começou a se masturbar para mim
- Olhe querida, tudo isso aqui é pra você, venha pra cá, deixa eu lhe ajudar com o óleo,
estava com muito tesão em ver o John só pra mim e transando comigo me sentia mulher de novo.
John pedia para que eu me virasse, me virei sem exitar, sua mão estava quente e macia.
 Me arrepiava toda vez que o John beijava minha nuca, era gostoso.

Então, quando não aguentava mais me virei e pedi ao John
 - Foda-me!
Queria aquele homem mais que tudo na minha existência!

 John me carregou e me levou até seu quarto.
 Puxou uma poltrona e disse pra eu me sentar e com seus dedos agarrando meus cabelos, me pediu um sexo oral.
Eu fiz, fazia tanto tempo que eu e o John transamos, e me dediquei tanto a ele.
 Queria ele como nunca, minhas mãos estavam tremulas e minha boca estava pedindo ele.
Levantei o seu pênis e minha língua fez uma viajem alucinante, tentei ser delicada com ele mas o John falava: ''sexo selvagem querida''
Então fiz com muita força.
Percebi que ele estava perto do orgasmo e então parei.
- Lolla? Por que parou!?
- Trocado não dói querido
Seu rosto se transformou
- Vire-se Lolla, vou lhe ensinar uma coisa
Me virei.
- ÁAAH - John por favor pare!
John sem dó nem piedade enfiou seu pênis em mim.
- Está apertadinho né amor ? - ele foi sarcástico, e fazia questão de me lembrar - Sexo selvagem querida
então aumentou a intensidade e cada vez mais rápido e mais gostoso .
- Está gostando Lolla?
minhas palavras não saiam
Jonh aumentava a intensidade e Juntos tivemos um orgasmo prolongado e deliciosos
- Foi bom pra você Lolla ?
- Hmn , foi incrível! não esperava isso de você
- Lhe surpreendi Querida
- Bom .. vou ser direta
quero voltar com você
 John levantou da cama e se vestiu
- Lolla, eu sinto muito, mas você e eu ... Sinto muito
- Como assim ? - estava confusa, uma hora ele me ama e na outra me odeia .
- Acho melhor você ir
John, me escute!
- Lolla, me desculpe, vá embora!
JohnJohn!
- Se vista e vá
- Caralho - me direcionei ate o banheiro
me vesti e quando sai do banheiro o John estava organizando nossa bagunça
- Adeus - O John foi frio comigo .
John, pensa em tudo que agente viveu e vai viver
- Adeus Lolla.
 Fui embora, entrei no carro e me dei conta de tudo.
 Chorei muito e fui até um barzinho.

 Cheguei, me sentei e chamei o garçom.

- OMG - Onde estou ?
Acordei em um lugar bem estranho
- Olá! Tudo bem? Allex ou Lulies 
Ela estava de sutiã e calcinha, o corpo dela era magro e bonitinho
- Como sabe o meu nome?
Ela estava confusa e mordia os lábios
- Eu... é... o que eu to fazendo aqui?
- Você estava caída no banheiro
- Onde estão as minhas roupas?
- Tão ali próximo a cadeira!
Quer comer alguma coisa ?
- Sim, estou faminta!
A casa dela é incrível. - Pensei - ela vestiu um blusão de uma banda de rock e calçou a pantufa.
- Me chamo Allexia, Allexia Muller
Estava impressionada com o apartamento dela, era moderno e aconchegante para onde você olhava tinha CD's e DVD's de Rock e Livros.
- e você ? Como se chama ?
- Eu me chamo Lolla Winscolsen .
- Hmn. - Ela não parava de me olhar
Seus olhos eram verde quase castanho.
- Não teria coragem! - disse a Alexia, que se deliciava com pão de queijo
- O que?
- De fazer essas tatuagens, deve doer!
Ela sorriu
- Você é virgem ainda?
Me senti um pouco constrangida para responder Alexia
- Você se constrangeu? Me perdoe, não foi a minha intenção
- Não, tudo bem
- É serio mesmo, me perdoe
 - Não sou virgem . interrompi Alexia
- Ah!
 O silencio tomou conta do lugar
Alexia continuava no seu café com pão e eu olhava pra ela, tentava encontrar algo que me deixasse menos impressionada naquela garota.
Quando eu ia dizer algo , o celular toca
- Alô?
Alexia parecia nervosa
- O que você quer comigo Lillie? Já lhe pedi pra me esquecer
Alexia saiu da mesa e se dirigiu até a varanda, ficou lá por uns 10 minutos e voltou chorando.
- O que ouve?
Fiquei com um  pouco de receio ao perguntar a Alexia
- Minha ex namorada.
O que?,  eu tava na casa de uma lésbica, meu Deus. Que experiencia louca. 
- Sua ex?
- Aquela ... Odeio ela!
- Alexia , não sabia que você é lésbica
- Você não sabe nada de mim Lolla
Desconheci Alexia, ela estava vermelha e nervosa
- Desculpe Alexia!
Alexia se apoiou na cômoda e com a mão na testa começou a chorar
- Vai embora Lolla
Era a segunda vez que alguém me manda embora, estava me sentindo um lixo.

 Estava me sentindo um lixo
- Quer que eu vá agora?
Estava tentando amenizar a situação Alexia chorava muito.
- Ah Lolla, estou me sentindo uma completa idiota
- Quer conversar? - Alexia me olhou de uma forma esperançosa, acho que fazia tempos que não conversava com ninguém. 
- Bom... Eu namorava uma garota chamada Tessye, éramos muito felizes mesmo com os preconceitos.
Tessye não era lésbica, na verdade ela terminou com o noivo e em uma dessas idas e vindas conheci ela lá na imagination fun... Ela queria experimentar algo novo então me ofereci para ela, pelo menos... tentei. Foi muito dificil conquistar ela, porque a familia condenava o nosso relacionamento.
Alexia me contou historias absurdas de preconceito e falta de respeito, não consegui aceitar aquele tipo de relacionamento, cresci ouvindo que o homem é para mulher, enfim.
- Ela me traiu descaradamente com o seu ex, estou sem entender até agora. - Onde foi que eu errei,  Onde foi Lola?
Continuava assustava com o que alexia me contava até que o meu celular toca
era a Agatha , perguntando onde eu estava e o que eu queria almoçar !
- Agatha! To bem, talvez não vá almoçar
- Usou camisinha? Responda ? Onde você está ?
- Agatha, tô otima! Tchau
- Voltei Alexia
Alexia estava com minhas roupas sujas na mão e na outra uma roupa lavada, vista-se. Já vou trabalhar.
- Onde você trabalha?
- Sou publicitaria.
Tirei meu blusão na frente de Alexia, me esqueci de tudo o que eu ouvi sobre a mesma.
Alexia me olhou impressionada e envergonhada ao mesmo tempo
- Não faça isso, por favor
- Ah, desculpe Alexia... Mas eu achei que...
- Não fique achando nada, ali tem um lavabo se troque lá
Fiquei envergonhada, me troquei e fui ao encontro de Alexia
- Quer uma carona?
- Ai meu Deus, meu carro, minhas chaves
- Estão ali em cima da mesa e seu carro está em frente ao bar.
- Vamos? - Alexia me olhou de uma forma sensual!
- Não, eu vou pegar meu carro e...
 Alexia me deu um beijo na bochecha - Meu deus - pensei. Senti minha barriga gelar e minhas pernas ficaram tremulas, mas por que?
Desci fui até o bar , peguei meu carro e voltei pra casa
Chegando, vejo Agatha aflita
- O que ouve Agatha?
- Sua entrevista de emprego é daqui a meia hora.
Meu Deus, meu emprego! Peguei o carro, e  fui até o Centro empresarial Drummond chegando lá fui recebida pela secretaria loira.
Ah, o nome dela é Jolie.
Entrei e fui apresentada ao meu chefe Dr. Fraga e minha supervisora Allana.
Estava ansiosa por tudo que iria acontecer.
 2 semana depois....
A Allana convocou a todos para uma festinha de 1 ano da empresa
- Lolla, por favor convoque a nossa parte publicitária, precisamos de todos por aqui.
- Sim senhora
Dia da festa .
A festa estava incrivel,  musica boa, comida boa e tudo mais
Richard um coleguinha de mesa me apresentou a varias pessoas
então , decidi descançar
sentei no bar e pedi umas vodkas
comecei a beber,  de longe percebia uma pessoa me observando atenta
não liguei tinha uma dose de vodka na minha frente
bebi 3 doses , richard me puxava pra dançar mas eu recuava
- meu deus , sou um lixo - continue a beber
- Para agora ! .
Era Alexia segurando meu copo
- Sai daqui , voce não sabe nada !
- Para agora e vamos embora a festa já está terminando .
- Já mandei você parar - Alexia me gritou !
Olhei para a Alexia de uma forma ameaçadora ,
- o que você vai fazer ? me matar ! - Alexia era sarcastica comigo
- Cala a boca sua sapata e tira a mão de mim !
Alexia olhou para os lados , o patio de dança estava vazio
me pegou pelo braço com força e me levou até seu carro
- vamos embora !
Apaguei no quarto de Alexia
Acordei era 3hrs da manhã.
Acordei ao som de Stay ,estava sem entender, minha cabeça estava estourando.
Cheguei até a porta do seu quarto e procurava aquele som de piano que me fez acordar
- Alexia? Alexia?
- Estou aqui Lolla!
Eu estava apenas de Sutiã e calcinha e um hobby emprestado por Alexia.
- Estou aqui tocando, conhece essa musica?
- sim sim , Já chorei muito com ela !
- Sente ai , e me escute tocar
Me sentei e meus movimentos fizeram com que meu hobby soltasse
- Ops me desculpe
Alexia me olhou lisonjeada
- Não tem problema
- Sabe tocar piano alexia?
- Sim, não está vendo? sou ótima
- Posso tentar ?
- Claro, sente se aqui do meu lado
Alexia me olhava, sabia que ela me desejava
Alexia me ensinou alguns truques .
- Vou aqui e já volto
- Pra onde vai ?
- Vou pegar um Chocolate , que um ?
- não , tou bem
Alexia retornou com uma caneca de chocolate, estava bem cheia
- hmm, você está cheirosa
- que perfume você usa ?
Fiquei um pouco sem graça
CH Sublime você gostou ?
- Posso sentir mais de perto

Tá gostando
?
?
[ .. ]
Alexia encostou sua boca no meu ombro
e me beijou .
- Alexia ?
ela estava em transe
- Alexia por favor pare
estava arrepiada e sexualmente atraída por uma mulher,minha mente dizendo: Vá, vai ser gostoso
Levantei da cadeira rapidamente
- Alexia! Está louca?
- Eu não sou  uma...
- Uma o que?
- Estou me sentindo muito melhor, vou ir embora
- Espere - Alexia me puxou pelos braço e olhos nos olhos me disse.
- Deixe-me tentar, por favor você não vai se decepcionar!
Alexia me olhava e nos seus olhos eu via lagrimas
lagrimas sinceras
meu coração queria, meu corpo , eu , tudo queria Alexia
não me controlei
- Por favor deix...
Beijei Alexia
Tudo em mim tremia, estava com muito medo , medo de tudo, medo do mundo
- Venha!
- Pra onde vamos? - Alexia me guiava até seu quarto
- Vamos até meu quarto
- Sente-se ai

Alexia foi no banheiro e trouxe um pênis de borracha.

Last Nite


 

  Como pôde a guria mais pedante, irritante, ignorante e estupida do colégio, virar essa pessoa em minha frente?

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Under Cover Of Darkness

UM
 Encarei aquela fila enorme e senti vontade de voltar pra casa, me cobrir com meu edredom e ficar lá o resto do dia. Odeio filas. Puxei o ar lá do fundo e soltei. Esperei a fila se desfazer e entreguei meus documentos ao moço.

- Pronto - agradeci e continuei, troquei minha passagem por um crachá da primeira classe, entrei e me sentei numa das poltronas do fundo. Já que se o avião cair, ao menos de bico para o chão, as pessoas do fundo seriam salvas ou teriam poucos ferimentos. E bom, ele tem mais chances de cair de bico. 

 Paris é o meu destino, vou morar por lá algum tempo. 
Desci do avião e suguei todo o ar que coube em meus pulmões, o ar Francês é mágico. Soltei o ar enquanto caminhava para o saguão do aeroporto. Peguei minhas malas e a mochila de tecido jeans surrado, assinei algumas coisas e esperei pelo táxi que meu pai havia dito que chegaria. A França continua linda. O motorista daquele carro preto e bonito, cujo eu não saberia dizer o nome, saiu segurando uma plaquinha onde pudia-se ler ”Hayley Williams”, sorri e caminhei até ele. 

- Bonne journée - sorri 

- Não lembra mais dos amigos de infância. - Então eu gelei, era péssima em lembrar das pessoas. Encarei o loiro em minha frente e quase quis morrer por não lembrar dele. 

- JEAN! - gritei enquanto largava o puxador das malas e abraçava o meu amigo quase irmão de infância.

- Achei que não ia lembrar de mim - disse ele enquanto pegava minhas malas e colocava na mala do carro. 

- Eu não sou boa fisionomista, sabe disso. E você cresceu! 

- É, você também. 

Eu e Jean crescemos juntos, ele morava no apartamento ao lado do que eu, meu pai, minha irmã e minha mãe morávamos, anos atrás. 

- Ei moça, o que andou fazendo? 

- Nos últimos tempos só me concentrei em terminar a faculdade.

- Só isso? É, eu nunca esperei que você virasse uma baderneira, mesmo. - ri com o comentário 

- E você moço, o que andou fazendo?

- É, eu diria que fiz mais coisas que você. - Ri entre os dentes. 

- Onde estão o resto do pessoal?

- Nick virou artista plastica, o que acho, que você já sabe. Julian virou o Doutor Julian. Eu, bom… Eu resolvi trabalhar pro seu pai. Mas fiz faculdade de cinema, igual a você. E entrou um pessoal pro nosso grupinho, logo quando você foi morar com sua mãe, na Inglaterra. Alex, Wallace e Taylor. Eu realmente gostei deles, e são nossos amigos até hoje. Só faltou você, nossa tampinha. 

- Esse apelido rendeu bicos - ele riu e eu ri junto.

- Deve estar cansada, vou levar suas coisas pra cima. Meu chefe, seu pai deixou o seu apartamento antigo pra você, já que agora ele mudou pros lados comerciais da cidade. 

- Que surpresa incrível! Eu achei que teria de morar com meu pai, naqueles lados movimentados de Paris. 

- Sabia que ia gostar. Não te tenho no facebook, ou em qualquer outra rede social - ele puxou um cartão e eu peguei, o mesmo puxou as malas do carro, fechou e arrastou as mesmas até a escada daquele prédio, onde passei muito tempo da minha vida. E que eu tinha um carinho enorme. Puxei o ar daquele lugar tão meu, soltei devagar para que ele permanecesse em mim pelo máximo de tempo que eu conseguisse guardar. - A pequena com saudades - ri entre os dentes

- É, muitas! - Ele abriu a porta do apartamento e colocou as malas lá - não quer entrar?

- Outrora, você precisa dormir. Tchau pequena. - abracei ele novamente, dessa vez mais apertado. - Ó, se prepara, o pessoal vem te ver hoje a noite! Vamos passear. - Eu larguei um sorriso largo e ele riu junto, acenou e desceu as escadas.


 Eu estava me sentindo de volta ao meu cantinho, desde os meus dez anos de idade não me sentia assim, era como se eu estivesse longe do meu melhor pedaço. Eu estava deslocada na Inglaterra, apesar de amar minha mãe e o país. Arrumei as coisas no meu guarda-roupas e fui andar pelo resto da casa. Pouca coisa tinham mudado.

 Eu não dormi quase nada, fiquei colocando ideias no lugar, tomei um banho, troquei de roupa e fiquei ansiosa pra ver os meus amigos. Eu não sei o que me faz achar que só posso viver aqui, ser feliz aqui e com essas pessoas. Talvez só os Franceses possam acolher essa ”tampinha”. Ri com meus pensamentos e fui fazer alguma coisa pra comer, havia muita comida  congelada, meu pai deve ter se preocupado com isso. Coloquei uma fatia de pizza no microondas e esperei pelo apito. Comi e voltei pro quarto, passei pelo quarto da minha mãe e do meu pai, passei pelo quarto da minha irmã e pela área. Eu amava estes cômodos, e deles eu nunca tinha esquecido. Das pessoas, eu sentia falta todos os dias, e não ter me lembrado do Jean não quis dizer o contrário. Mas é que eles não tinham crescido na minha mente. Eles eram aqueles guris felizes que andavam de bike por todo quarteirão, comigo. 
DOIS
 A campainha apitou, a velha campainha… Arrumei meu cabelo e abri a porta, eram eles. Eu não sabia se abraçava ou se tentava substituir os rostos que antes eu reconheceria mesmo no escuro. 

 - Bonne nuit - saiu a boca de Jean! - Todos soltaram a respiração e me abraçaram em grupo, menos dois rapazes e uma moça, que riram leve. 

- Nick! Julian! - Abracei eles separadamente. 

 Julian cresceu, Nick era um pouquinho mais baixa que eu, ainda. Tinha cabelos castanhos, olhos da mesma cor, pele morena e usava um vestido preto e branco, que combinavam com sua moleca preta. Julian usava uma calça social, uma pollo de mangas e sapatos sociais, tinha o cabelo todo desarrumado, como o do Dylan nos anos 70. 

- Minha tampinha - disse Nick, minha melhor amiga. - Achei que nunca viria!

- Olá pra vocês! - falei cumprimentando os dois rapazes e a menina. Eles muito simpáticos, retribuíram.

 A moça, Taylor, que pediu para que eu chamasse-a de Tay, era branquinha, loirinha, tinha o cabelo cortado bem parecido com o de Nick, só que escorrido de liso. Muito simpática. Alex era calado, mas deu um sorriso meio amarelo pra mim, tinha um topete alto, pele branca e usava um gel pra mantar o topete alto. E por último, o bem humorado Wallace. Era negro, alto, usava roupa social também. Era jogador de basquete nas horas vagas, como profissão ele era veterinário.

- Vamos ao restaurante aqui perto! - Disse Jean.

- Jean sempre escolhe o lugar - disse Julian 

- isso é porque sempre acerto! - Todos riram 

 A noite terminou bem, colocamos os assuntos em dia, e ainda me familiarizei com um dos rapazes e a moça. Um deles não parava de me olhar, mas também não parecia querer socializar comigo, eu já estava vermelha. Ele largou o cigarro no cinzeiro do balcão onde estava e veio em minha direção.

- Então, eu levo você, Williams - Ele me surpreendeu.

- Por favor, nada de Williams, me chame de Hayley.

- Ah, claro.

- E aceito sua carona.

- Vamos? - Eu assenti enquanto me despedia o pessoal.

- Ei Nick, se não quiser alugar um quarto em qualquer lugar, venha morar 
comigo - ela largou um sorriso aberto, retribui e dei um abraço nela.

- Amanhã eu passo lá.

- Tudo bem, vou aproveitar a gentileza do rapaz ali.

- Ele não é gentil, é bipolar - rimos

- Ah, não fale assim. - rimos novamente e eu fui em direção a ele.  

- Podemos ir.

- Finalmente - cuspiu a palavra em certo tom de tédio. Não retruquei, entrei em seu carro e ele dirigiu até o ‘pequeno prédio’. 

- Obrigada, é… Qual seu nome?

- Você é péssima com nomes! - Saiu meio ofensivo, mas deixei pra lá 

- É, eu sei. 

- Aproposito, meu nome é Alex, Alex Turner.

- Obrigada Alex. Venha, vamos tomar um café!

- Não, obrigado.

- Então tudo bem, obrigada pela carona. - Tentei cumprimenta-lo com um beijo na bochecha mas ele estendeu a mão. Apertei.

 Naquela tarde de sábado, segunda tarde da minha ”volta” pra casa, foi quando eu resolvi abrir os olhos. Cerrei-os lentamente e levantei. Molhei o rosto no banheiro e fui pra cozinha, fritei ovos e comi. Fiz minha higiene matinal e fiquei jogada no sofá assistindo tv. Antes, havia uma pequena tv, agora uma que quase tomava toda a parede. Resolvi ligar pro meu pai e pra minha irmã, fazia tempo que não falava com ela pessoalmente. Disquei  seu número e esperei que a mesma atendesse, o que sempre demorava. 

- Alô? 

- Oi mana, sou eu, Isa!

- Oi meu amor, você já chegou?

- Sim, sim. Tô aqui no nosso apartamento antigo. 

- Papai não te comprou um novo? Quer que eu fale com  ele? Esse ai não está velhinho? 

 Ao contrário de mim, ela não ligava muito pra essas coisas. Ela gostava de tecnologias e de nada que passasse muito tempo com ela.

- Não, não precisa. Eu adoro este lugar - ela riu 

- Então tudo bem. Eu passo aí assim que voltar da Austrália. 

- Tudo bem, vou arrumar as malas. Beijo. 

- Beijo. Tchau.

 Desliguei e fui arrumar as malas no meu quarto. A campainha tocou. Olhei pelo olho mágico e era a Nick, abri a porta e dei espaço pra mesma me abraçar.

- Boa tarde senhorita. 

- Boa tarde Nick. - Fechei a porta atrás de mim e sentamos no sofá.

- Ainda bem que voltou. Senti sua falta. 

- Eu também senti a sua - respondi - Quero que more aqui comigo.

- Tudo bem, eu ia alugar outro lugar mesmo. 

- Aqui você não precisa pagar aluguel.

- Não é assim também, dona Isa.

- É sim, já que nem sou eu que pago nada por aqui. - Ela riu e me abraçou 

- Como foi a carona com o estupido do Pierre? 

- Normal. - Falei indo em direção ao quarto da minha irmã. 

- Ele é assim, mas no fundo é legal. Só é meio fechado. - Ela veio falando atrás de mim.

- Ele parece legal. Isso aqui é onde você vai ficar, espero que dê pra você.

- Isso é duas vezes maior que o lugar que eu iria alugar - rimos

- Ainda bem! - Respirei aliviada

- Vem cá minha tampinha, obrigada. - disse ela me abraçando

- Ei Nick, você não tem direito de me chamar assim, já que você é menor e mais nova que eu. - Gargalhamos  

- Tudo bem, eu venho amanhã com minhas coisas. 

- Amanhã? Mas achei que fosse dormir aqui.

Cerrei os olhos na tentativa de ver alguma coisa em minha frente. É, eu tenho problemas com sono. Levantei e lavei o rosto. Olhei pro relógio e



- 21:32 - berrei comigo mesma. Peguei o celular e tentei ligar pro meu pai, ele como de costume, não atendeu. Essas reuniões escrotas… Deixei uma mensagem. ”Daddy, cheguei muito bem. Assim que puder me ligue. Um beijo, Hayley.’’

A campainha tocou. Abri sem olhar.

- Oi! 

- Alex? - Fiquei surpresa.

- Boa noite. - Ficamos nos encarando, convidei-o pra entrar e assim ele fez. - O café de ontem ainda está de pé?

- Claro. - Sorri surpresa. - Deixa eu tomar um banho. Senta ai, fica de boa - ele riu, mas sentou 

 Entrei no banheiro do meu quarto, liguei a água quente e tomei uma ducha. Me vesti simples, e ouvi meu celular tocar.

- Alô?

- Oi Hayley, sou eu, o Jean, o pessoal resolveu ir pra seu apê, mas eu comprei entradas pra um restaurante muito legal, vai ter um show cover lá e karaokê a noite toda. 

- É que o Alex resolveu aceitar o café que sugeri ontem.

- Já falei com ele, e ele concordou. Parece que o cara acordou bem hoje - rimos

- Então tudo bem.

- Ok, tô indo direto, é só você ir com o Alex, ajeitei tudo com ele, agora pouco.

- Ok, beijo. 

  Desliguei e sai do banheiro, passei uma maquiagem leve, só lápis de olho e fui pra sala.

- Ei, vamos, o Jean ligou e… - interrompi 

- Eu já sei - sorri - vamos - Peguei a bolsa e pela primeira vez o cara sorriu pra mim. Eu não tinha reparado, mas ele era bonito, realmente bonito. Usava o mesmo topete estilo anos 60, óculos de aviador no bolso direito da calça, calça jeans preta escura e sapatos all star. Uma camisa branca, pollo e uma jaqueta jeans. 

 Fechei a porta e descemos, ele abriu a porta do carro pra mim, entramos e ele dirigiu. Eu aproveitei pra olhar a iluminação perfeita de Paris. E eu pensei o quanto poderia ter sido com o café com ele, ele parece ser um cara interessante, e cheio de segredos pra desvendar. 

- Ei pensativa, chegamos! - disse ele já abrindo a porta do carro pra mim.

- Obrigada cavalheiro. - Ele riu e ajeitou o topete cheio de laquê pra manter aqueles fios lisos no ar. Ouvi o grito de Jean e me virei, cumprimentei o pessoal e ele também, logo entramos, sentei ao lado da Nick.

- O que você estava fazendo com o Alex? - sorriu safada 

- Nada oras - fiquei vermelha e ela riu alto, o pessoal voltou a atenção pra nós, mas logo voltaram a falar sobre um tal jogo de futebol americano. - é sério, não foi nada, seria um café e só isso, mas nem isso foi - ela riu abafado

- Tudo bem, só estou brincando

- Sua besta - abracei ela de lado 

- Estou encrencada, estou apaixonada 

- Quem é o sortudo?

- É um cara da academia de artes plásticas. Mas acho que ele não repara em mim.

- Só vai saber de um jeito, vamos chamar ele pra sair com a gente um dia desses, logo vou te visitar nessa academia e a gente resolve isso - ela me abraçou apertado.

- Vocês duas vivem se abraçando - retrucou Julian

- Deixa elas! - A Tay falou

- Obrigada Tay - agradeceu Nick

- Olha lá Alex, precisam de um guitarrista. - Gritou Jean, que equilibrava algumas taças de vinho do balcão a mesa - pega sua guitarra no carro, e toca. 

Alex levantou e foi até o carro, ele era meio calado. Alguns minutos depois ele voltou e dessa vez trazia um instrumento encapado, subiu no palco e falou alguma coisa com os caras da banda, levantamos da mesa com o aviso do baterista, que chamou todos pra frente do palco, Alex estava ajustando a guitarra.

- Vamos tocar ”Old Yellow Bricks” - Gritou o baterista. Ligaram os microfones, Alex estava na frente, segurando uma guitarra eagle, branca com a bandeira do Reino Unido estampada. 

- Old yellow bricks, love’s a risk, quite the little escapologist looked so miffed, when you wished, for a thousand places better than this, you are the fugitive but you don’t know what you’re running from… 

 A música acabou e eu involuntariamente estava suada, e berrando com a Nick toda a letra da música. Ele e a banda desceram do palco e todo o pessoal, antes sentado nas mesas, agora em frente ao palco, aplaudiram e gritaram, ele estava suado, guardando a guitarra na capa de couro. 

- Adorei - disse perto dele. 

- Obrigado.  - Ele disse sério e caminhando até a mesa do pessoal, que agora comia pizza e tomava vinho. - Eu preciso ir, estou com dor de cabeça;

- Vê se a Hayley não quer ir com você, ela é a única que pode aproveitar sua carona. Além do mais essas suas dores na cabeça estão constantes, é melhor que vá com ela. - disse o Julian.

- Eu vou sim, tô meio cansada. - Respondi.

 Então fui pro carro do Alex, que se manteve sério. Ele dirigiu calado até a porta do prédio.

- É melhor eu ir com você, de lá eu volto. Você precisa de ajuda, parece sentir muita dor.

 Ele nem respondeu. Entramos em seu apê, e de cara, uma estante com MUITOS filmes e cds, alguns livros e uma tv lcd grande. Um som potente ao lado, e três pilhas de vinis, o pessoal entrou e sentou, eu sentei em uma das poltronas e ele me chamou pra ajudar a pegar as coisas.

- O que vamos fazer? - perguntou ele. Sem tempo de resposta ele ficou tonto e se escorou na parede, ele parecia agoniar de dor, eu arrastei ele até o sofá, onde o mesmo se deitou, tirei seus sapatos e abri seu capote, ele tirou e jogou em qualquer canto. 

- Vou ver o que tem pra dor de cabeça. Quer que eu chame o Julian?

- Não, não. Tenho remédios na primeira porta do primeiro armário, na cozinha.

- Eu vou pegar. - Procurei por copos, não foi tão difícil, estavam a mostra na cozinha. Peguei alguns remédios leves e levei pra ele, que engoliu todo sem a água.

- Olha, obrigada. Acho melhor você dormir aqui, tá tarde.  Mas se quiser posso te levar de volta.

- Eu fico.

- Durma no quarto de hospedes. - Ele levantou com minha ajuda e abriu a porta pra mim. - Fique à vontade, pode pegar comida no frigobar, tomar banho, qualquer coisa. 

 Vi que ele se jogou na cama de qualquer jeito. Fui até ele novamente.
- Não acha melhor chamar o Julian?

- Não, vai ficar tudo bem. - Me sentei na ponta de sua cama, ele me puxou devagar, acho que com medo da minha reação, me fazendo deitar ao seu lado, tirei meu sapato, me ajeitando melhor, e colocando sua cabeça na altura de minha barriga, fiz cafuné até quando percebi que ele pegou no sono.